Exorto-vos a responder às perguntas que eu já apresentei ou a responder à que segue, pois o problema há meses tem causado somente problemas na minha comunidade. Mesmo que eu tivesse o apoio de uma fatwa, não ajudaria, pois esta comunidade local não respeita os ulama (sábios), mas, pelo menos, saberia que não estou errando.

Eu sei que vocês não podem responder a todas as perguntas, mas certamente algo tão importante como isto não pode ser ignorado. É Ramadan e eu espero pela vossa resposta.

1. Se alguém não é um qadiani, mas sabe que eles acreditam em um falso profeta e aceitam os qadianis como um madhab no Islam, eles estão fora do Islam? Eu acredito que eles estão fora do Islam, e eu estou agindo baseado nesta crença em minha conduta em relação a essas pessoas.

Todos
os louvores são para Allah.

Definição: 

Qadianiyyah
é um movimento que começou em 1900 dC como uma trama dos colonialistas
britânicos no subcontinente indiano, com o objetivo de desviar os muçulmanos de
sua religião e da obrigação de jihad em particular, de modo que
não se oporiam ao colonialismo em nome do Islam. O porta-voz deste
movimento foi a revista Majallat Al-Adyan (Revista das Religiões), que
foi publicada em inglês. 

Fundação
e personalidades proeminentes: 

Mirza
Ghulam Ahmad al-Qadiani (1839-1908 dC) foi a principal ferramenta por meio da
qual a Qadianiyyah foi fundada. Ele nasceu na aldeia de Qadian, em Punjab, na
Índia, em 1839 dC. Ele veio de uma família bem conhecida por ter
traído sua religião e país, portanto Ghulam Ahmad cresceu
leal e obediente aos colonialistas em todos os sentidos. Dessa forma, ele foi
escolhido para o papel de um assim chamado profeta, de modo que os muçulmanos
se reuniriam em torno dele e ele os distrairia quanto a estabelecer o jihad
contra os colonialistas ingleses. O governo britânico os favoreceu muito,
então eles eram leais aos ingleses. Ghulam Ahmad era conhecido entre os
seus seguidores por ser instável, com muitos problemas de saúde e
dependente de drogas. 

Entre
aqueles que o confrontaram e à sua da’wah má está o Shaikh Abu’l-Wafa’
Thana’ al-Amritsari, o líder do Jama’iyyat Ahl al-Hadith fi ‘Umum
al-Hind (Sociedade de Ahl al-Hadith de Toda a Índia). O Shaikh debateu
com ele e refutou os seus argumentos, revelando suas segundas intenções,
o Kufr e o desvio de seu caminho. Como Ghulam Ahmad não recobrou seus
sentidos, Shaikh Abu’l-Wafa’ desafiou-o a vir e invocar a maldição de
Allah, de tal forma que a pessoa que estava mentindo morreria durante o tempo
de vida daquele que estivesse dizendo a verdade. Apenas alguns dias se passaram
e Mirza Ghulam Ahmad al-Qadiani morreu, em 1908 dC, deixando para trás
mais de cinquenta livros, panfletos e artigos, entre os mais importantes dos
quais são: Izaalat al-Awhaam (Dissipando ilusões), I’jaaz
Ahmadi
(Milagres Ahmadis), Baraahin Ahmadiyyah (Provas Ahmadis), Anwaar
al-Islam
(Luzes do Islam), I’jaaz al-Masih (Milagres do Messias),
al-Tabligh
(Transmitindo (a mensagem)) e Tajalliyyaat Ilaahiyyah (Manifestações
Divinas). 

Nur
al-Din (Nuruddin): o primeiro Khalifah dos qadianis. Os britânicos colocaram a
coroa do Khilafah na sua cabeça, e assim os discípulos (de Ghulam Ahmad)
seguiram-no. Dentre seus livros está: Fasl al-Khitaab
(Declaração Definitiva). 

Muhammad
Ali e Khojah Kamaal al-Din: os dois líderes dos qadianis de Lahore. Foram
os que deram forma final ao movimento. O primeiro produziu uma tradução
distorcida do Alcorão em Inglês. Seus outros trabalhos incluem: Haqiqat
al-Ikhtilaaf
(A realidade das diferenças), al-Nubuwwah fi’l-Islam
(Missão Profética no Islam) e al-Din al-Islami (A religião
islâmica). Quanto a Khojah Kamaal al-Din, este escreveu um livro chamado al-Mithal
al-A’laa fi’l-Anbiya’
(O exemplo mais elevado dos Profetas), e outros
livros. Este grupo de Ahmadis de Lahore é aquele que vê Ghulam Ahmad como um
Mujaddid (renovador do Islam) somente, mas ambos os grupos são tomados
como um único movimento porque as ideias estranhas que não
são encontradas em um, certamente serão encontradas no outro. 

Muhammad
Ali: o líder dos qadianis de Lahore. Foi um daqueles que deu a forma
final para a Qadianiyyah, um espião colonialista e a pessoa
responsável pela revista, que era a voz da Qadianiyyah. Ele também
produziu uma tradução distorcida do Alcorão em Inglês. Entre suas
obras estão Haqiqat al-Ikhtilaaf (A realidade das diferenças), e al-Nubuwwah
fi’l-Islam
(Missão Profética no Islam), como indicado acima. 

Muhammad
Sadiq: o mufti da Qadianiyyah. Seus trabalhos incluem: Khatimal-Nabiyyin (O
selo dos Profetas). 

Bashir
Ahmad ibn Ghulam. Seus trabalhos incluem: Sirat al-Mahdi (a vida do
Mahdi) e Kalimat al-Fasl (palavra decisiva). 

Mahmud
Ahmad ibn Ghulam, o segundo Khalifah. Entre suas obras estão: Anwaar al-Khilaafah
(Luzes do califado), Tuhfat al-Muluk e Haqiqat al-Nubuwwah (A
realidade da missão profética).

A
nomeação do Qadiani Zafar-Allah Khan como primeiro ministro das
Relações Exteriores do Paquistão teve um efeito importante no
apoio a esta seita desviante. Ele lhes deu uma grande área na
província de Punjab para ser sua sede mundial, à qual deram o nome de Rabwah
(terreno alto) como na ayah (interpretação do significado):“…E
abrigamo-los em um outeiro, de solo estável (colina – rabwah) e com
água corrente.” [al-Mu’minun 23:50] 

Seu
pensamento e suas crenças 

Ghulam
Ahmad começou suas atividades como um daa’iyah do Islam (divulgador do Islam –
aquele que convida) para que pudesse reunir seguidores ao seu redor. Então,
alegou ser um mujaddid inspirado por Allah. Deu mais um passo e alegou ser o
esperado Mahdi e o Messias Prometido. Em seguida, alegou ser um profeta e que a
sua missão profética era maior do que a de Muhammad (que a paz e as
bênçãos de Allah estejam sobre ele). 

Os
Qadianis acreditam que Allah jejua, ora, dorme, acorda, escreve, comete erros e
tem relações sexuais – exaltado seja Allah muito acima de tudo o que
eles dizem. 

O
Qadiani acredita que seu deus é inglês, porque ele fala com ele em inglês. 

Os
Qadianis acreditam que a profecia não terminou com Muhammad (que a paz e
as bênçãos de Allah estejam sobre ele), mas que está em curso, e
que Allah envia um mensageiro quando há uma necessidade, e que Ghulam
Ahmad é o melhor de todos os Profetas. 

Eles
acreditam que Jibril costumava descer até Ghulam Ahmad, que lhe trouxe
revelação e que suas inspirações são como o
Alcorão.

 Eles
dizem que não há nenhum outro Alcorão para além do que o
“Messias Prometido” (Ghulam Ahmad) trouxe, e nenhum hadith, exceto os
que estão de acordo com seus ensinamentos, e nenhum profeta, exceto sob
a liderança de Ghulam Ahmad. 

Eles
acreditam que seu livro foi revelado. Seu nome é al-Kitaab al-Mubin e é
diferente do Nobre Alcorão. 

Eles
acreditam que são seguidores de uma religião nova e independente
e de uma Shari’ah independente, e que os amigos de Ghulam são como os
Sahabah. 

Eles
acreditam que Qadian é como Madinah e Makkah, se não melhor do que estas
cidades, e que sua terra é sagrada. É a Qiblah deles e o lugar onde fazem
o hajj.

Eles
pediram a abolição do jihad e a obediência cega ao governo britânico,
porque, como alegaram, os britânicos são “aqueles que têm
autoridade”, como declarado no Alcorão. 

Na
sua opinião todo o muçulmano é um kaafir a menos que se torne um qadiani,
e todos os que se casam com um não-qadiani são também kuffar. 

Eles
permitem o álcool, o ópio, as drogas e os intoxicantes. 

Raízes
intelectuais e ideológicas

O
movimento de ocidentalização do senhor Sayyid Ahmad Khan abriu o caminho
para o surgimento da Qadianiyyah, porque este já tinha espalhado ideias de
desvio.

A
Inglaterra havia tomado o máximo partido desta oportunidade para que começassem
o movimento Qadiani e escolheu um homem de uma família que tinha um
histórico de serem agentes dos colonialistas. 

Em
1953 dC, houve uma revolução popular no Paquistão, que exigiu a
remoção de Zafar-Allah Khan do cargo de Ministro das Relações
Exteriores, e que a seita qadiani fosse considerada como uma minoria
não-muçulmana. Neste levante, cerca de dez mil muçulmanos foram
martirizados, e eles conseguiram que o ministro qadiani fosse afastado do
cargo. 

Em
Rabi’ al-Awwal 1394 AH (Abril de 1974), uma importante conferência foi
realizada pela Liga Muçulmana Mundial em Makkah, e teve a participação
de representantes de organizações muçulmanas de todo o mundo. Esta
conferência anunciou que esta seita é kaafir e está além dos limites do
Islam, e disse aos muçulmanos que resistissem a seus perigos e não
cooperassem com os qadianis ou enterrassem seus mortos em cemitérios
muçulmanos. 

O
Majlis al-Ummah no Paquistão (o parlamento central) debateu com o
líder qadiani Mirza Naasir Ahmad, e este foi refutado pelo Shaikh Mufti
Mahmud (que Allah tenha misericórdia dele). O debate prosseguiu por
quase 30 horas, mas Naasir Ahmad foi incapaz de dar respostas e o kufr deste
grupo foi exposto, de modo que o Majlis emitiu um comunicado que os qadianis
deveriam ser considerados como uma minoria não-muçulmana. 

Entre
os fatores que fazem Mirza Ghulam Ahmad obviamente um kaafir são os
seguintes: 

Sua
afirmação de ser um Profeta. 

Sua
abolição do dever de jihad para servir os interesses dos colonialistas. 

Seu
dito que as pessoas devem deixar de ir ao Hajj a Makkah, e sua
substituição do local de peregrinação para Qadian. 

Seu
antropomorfismo ou comparação de Allah aos seres humanos. 

Sua
crença na transmigração das almas e encarnação. 

Sua
atribuição de um filho a Allah e sua pretensão de ser o filho de
Deus. 

Sua
negação que a Missão Profética terminou com Muhammad (que a paz e
as bênçãos de Allah estejam sobre ele) e sua insinuação sobre a
porta da Missão Profética de estar aberta a quem quer que seja. 

Os
qadianis têm fortes laços com Israel. Israel abriu centros e escolas para eles,
e ajudou-os a publicar uma revista que é a sua porta-voz para imprimir livros e
publicações para distribuição mundial. 

O
fato de que eles são influenciados pelo Judaísmo, Cristianismo e
al-Batiniyyah é clara a partir de suas crenças e práticas, mesmo que
eles afirmem ser muçulmanos. 

A
sua propagação e posições de influência 

A
maioria dos Qadianis hoje em dia vive na Índia e no Paquistão,
com alguns em Israel e no mundo árabe. Eles estão tentando, com a
ajuda dos colonialistas, obter posições de influência em todos os
lugares onde vivem. 

Os
qadianis são muito ativos na África e em alguns países
ocidentais. Na África eles possuem mais de 5.000 professores e dai’yahs
trabalhando em tempo integral para chamar as pessoas para a Qadianiyyah. Sua
atividade difundida prova que eles têm o apoio dos colonialistas. 

O
governo britânico também está apoiando este movimento e facilitando posições
em governos no mundo, administrações corporativas e consulados aos seus
seguidores. Alguns deles são também oficiais de alta patente dos
serviços secretos. 

Ao
chamar as pessoas para suas crenças, os qadianis usam todos os tipos de
métodos, especialmente os meios educativos, porque eles são altamente
educados e dentre eles há muitos cientistas, engenheiros e médicos. Na
Grã-Bretanha há um canal de televisão por satélite chamado
TV Islâmica, que é gerido pelos qadianis. 

A
partir do mencionado acima, é claro que: 

A
Qadianiyyah é um grupo desviado, que não faz parte do Islam de todo.
Suas crenças são completamente contraditórias ao Islam, por isso
os muçulmanos devem tomar cuidado com suas atividades, uma vez que os ulama
(estudiosos do Islam) afirmaram que eles são incrédulos. 

Para
mais informações consulte: Al-Qadianiyyah por Ihsaan Ilaahi Zahir.

(Nota
do Tradutor: este livro está disponível em Inglês, sob o
título “Qadiyaniat: um estudo analítico (ananalytical survey)”
por Ehsan Elahi Zahir) 

Referência:
Al-Mawsu’ah al-Muyassarah fi’l-Adyaan al-Madhaahib wa’l-Ahzaab al-Mu’aasirah

pelo Dr. Maani’ Hammad al-Juhani, 1/419-423. 

A
seguinte declaração foi publicada pelo Conselho Islâmico de Fiqh (Majma’al-Fiqh
al-Islami
): 

Depois
de discutir a questão colocada ao Conselho de Fiqh islâmico em Capetown,
África do Sul, a respeito da decisão sobre os qadianis e sua ramificação
conhecida como Lahoriyyah, e se eles devem ser considerados como muçulmanos ou
não, e se um não-muçulmano é qualificado para examinar uma
questão desta natureza: 

À
luz da investigação e dos documentos apresentados aos membros do
Conselho relativos a Mirza Ghulam Ahmad al-Qadiani, que surgiu na Índia
no século passado e a quem são atribuídos os movimentos qadiani e
lahori, e depois de haver ponderado sobre as informações apresentadas
sobre estes dois grupos, e depois de se confirmar que Mirza Ghulam Ahmad alegou
ser um profeta que recebeu revelação, uma reivindicação documentada
em seus próprios escritos e discursos, alguns dos quais ele alegou ter
recebido como revelação, uma alegação que ele propagou por toda sua
vida e pediu que as pessoas acreditassem, assim como é também sabido que ele
negou muitas outras coisas que são comprovadamente elementos essenciais
da religião do Islam… 

À
luz do acima exposto, o Conselho emitiu a seguinte declaração: 

Em
primeiro lugar: as reivindicações de Mirza Ghulam Ahmad sobre ele ser um
profeta ou um mensageiro e receber revelação são claramente uma
rejeição de elementos comprovados e essenciais ao Islam, que inequivocamente
afirmam que a profecia terminou com Muhammad (que a paz e as bênçãos de
Allah estejam sobre ele) e que nenhuma revelação virá a seja quem
for depois dele. Esta alegação feita por Mirza Ghulam Ahmad faz dele – e
qualquer um que concorde com ele – um apóstata que foi além dos limites
do Islam. Quanto à Lahoriyyah, eles são como a Qadianiyyah: a mesma
decisão de apostasia se aplica a eles, apesar do fato de que eles
descreveram Mirza Ghulam Ahmad como uma sombra e manifestação de nosso
Profeta Muhammad (que a paz e as bênçãos de Allah estejam sobre ele). 

Em
segundo lugar: não é apropriado que um tribunal ou juiz não-muçulmano
decida sobre quem é um muçulmano e quem é um apóstata, especialmente
quando isso vai contra o consenso dos estudiosos e organizações da Ummah
al-Islamiyyah (nação islâmica). Decisões desta natureza
não são aceitáveis, a menos que sejam emitidas por um
estudioso muçulmano que conheça todos os requisitos para que alguém seja
considerado um muçulmano; que saiba quando uma pessoa pode ter ultrapassado o
limite tornando-se uma apóstata; que compreenda as realidades do Islam e
do kufr e que tenha um conhecimento abrangente do que é afirmado no
Alcorão, Sunnah e consenso acadêmico (dos sábios). A
decisão de um tribunal desta natureza será inválida.

E
Allah sabe melhor.

Majma’
al-Fiqh al-Islami, p.13