O perigo da usura sobre o indivíduo e a sociedade

O perigo da usura sobre o indivíduo e a sociedade:

O Islam denuncia duramente tudo que se relacione com a usura, por causa de suas consequências sobre os indivíduos e a sociedade, por exemplo:

  1. O desequilíbrio na divisão das riquezas e na aparição de graves diferenças de classes sociais:

A usura faz com que a riqueza se concentre nas mãos de poucas pessoas que se tornam exageradamente ricas, enquanto a maioria permanece pobre e necessitada. Isto origina um ambiente propício à propagação do ódio, corrupção e crime.

  1. Torna-se costume a extravagância em vez de economia:

Facilitar créditos com juros incentiva muitas pessoas a gastar sem limites e a não economizar, pois sempre há quem lhes empreste, quando quiserem, isso incita o consumo de produtos que não são necessários ou básicos. Como consequência, acumulam-se os débitos, a vida se torna asfixiante e estas pessoas passam a vida pagando empréstimos aos que vivem da usura.

  1. A usura faz com que as pessoas que tenham capital não invistam em empresas que gerariam trabalho ou bem-estar:

Gananciosamente, os investidores recorrem à usura, emprestando aos mais necessitados, em vez de investirem em projetos industriais, agrícolas ou comerciais. Apesar de estes últimos serem mais benéficos para a sociedade, eles possuem certo risco no investimento e requerem mais esforço e trabalho.

  1. A usura é causa de graves crises e falências econômicas, além disso, destroem a prosperidade da riqueza.

Muitas crises e depressões econômicas, assim como falência de empresas, instituições e até de pessoas, têm como causa a usura e seus excessos ilícitos, cujo perigo nos é advertido no Alcorão – é a exemplificação da ausência das bênçãos de Allah anunciada no Livro. Contrariamente acontece com a caridade e generosidade, estas são causas de bênçãos e aumento da riqueza. Foi dito no Alcorão: “Allah fará com que tudo que provenha da usura não tenha nenhuma bênção, mas sim, em troca, incrementará a riqueza daqueles que fazem caridades” (Alcorão, Baqara, 2: 276).