Qual é o parecer sobre jogar ou permitir que os filhos joguem os diversos jogos eletrônicos que estão amplamente disponíveis, como os produzidos por empresas como Sony e Nintendo, etc.?
Todos os louvores são para Allah e que a paz
esteja sobre o Mensageiro de Allah.
Aquele que olha esses jogos verá que eles
são baseados em habilidades mentais e reações ou decisões
individuais. Estes jogos são de vários tipos, com muitos
aspectos. Alguns deles assumem a forma de batalhas ilusórias que treinam
uma pessoa sobre o que fazer em circunstâncias semelhantes [na vida real];
alguns são baseados em estar alertas para se salvar do perigo; combater
inimigos e destruir alvos; planejar; aventurar-se; encontrar a saída de
um labirinto; escapar de bestas selvagens; correr com carros, aviões, etc.;
superar obstáculos; procurar por tesouro. Alguns jogos aumentam o
conhecimento e abrangem mais interesses, como jogos que envolvem separar coisas
e juntá-las novamente; quebra-cabeças; construir, colorir, sombrear e
iluminar coisas.
A decisão shar’i:
O Islam não proíbe o lazer ou a
diversão de formas permissíveis. A regra básica relativa a
esses jogos é que eles são permitidos desde que não atravanquem o
caminho de deveres obrigatórios – como o oferecimento da oração
(isto é, rezar corretamente e no horário) e honrar os pais – e desde que
não incluam qualquer coisa que seja haram. Há, no entanto, muitos
elementos haram nesses jogos, como os seguintes:
Jogos que retratam guerras entre as pessoas deste
mundo (“bons”) e pessoas do céu (“maus”), com todas as
implicações de acusações contra Allah, glorificado seja, ou os
nobres anjos.
Jogos que envolvam santificar a cruz ou passar por ela
para ganhar força, trazer de volta à vida ou dar ao jogador “vida”
extra e assim por diante. Além disso, os jogos que são usados
para desenhar cartões de aniversário como na
cultura cristã também são proibidos.
Jogos que aprovam feitiçaria/magia, e que glorificam
bruxas/mágicos/feiticeiros, etc.
Jogos que são baseados no ódio ao Islam
e aos Muçulmanos, como o jogo em que um jogador recebe 100 pontos se atingir
Makkah, 50 pontos se atingir Bagdá e assim por diante.
Jogos que glorificam os kuffar e mostram orgulho em
pertencer ao grupo deles, como jogos em que, se um jogador escolher um exército
pertencente a um estado kaafir, ele se torna forte e, se eleger um exército
pertencente a um estado árabe, ele se torna fraco. Além disso, jogos que
ensinam uma criança a admirar clubes esportivos dos kuffar e os nomes dos
jogadores kuffar.
Jogos que incluem representações de nudez e
alguns jogos que permitem ao vencedor ver uma imagem pornográfica; jogos
que corrompem o moral, como jogos onde a ideia é fugir com uma namorada dos
bandidos ou de um dragão.
Jogos baseados em ideias de jogos de azar.
Música e outras coisas que são
conhecidas como proibidas no Islam.
Dano físico, como danos aos olhos e ao sistema
nervoso; efeitos nocivos dos sons do jogo nos ouvidos. Estudos modernos
mostraram que esses jogos podem ser viciantes e prejudiciais ao sistema
nervoso, além de causar estresse e tensão nervosa em crianças.
Acostumar as crianças à violência e criminalidade,
ensinando-as a matar e assassinar, como no famoso jogo “Doom“.
Corromper o senso de realidade infantil, ensinando as
crianças sobre um mundo de ilusões e coisas impossíveis, como
retornar dos mortos, poderes sobrenaturais que realmente não existem,
imagens de alienígenas e assim por diante.
Nós detalhamos alguns dos perigos
ideológicos e as coisas que são proibidas pelo Islam porque
muitos pais e mães não prestam atenção a essas coisas, e oferecem
esses jogos a seus filhos e os deixam brincar com isto.
Também devemos salientar que não é permitido
competir por prêmios ao jogar esses jogos eletrônicos, mesmo que o
próprio jogo seja permitido, porque eles não são um meio
de jihad, e eles não o ajudam a desenvolver força para jihad.
